No início tudo era UM, todas as consciências geradas num útero cósmico que nutria a todos com amor e plenitude . A sensação de ser e pertencer ao Todo era a única conhecida.
No momento em que o Principio Inteligente entendeu que seria preciso experimentar a individualidade para compreender melhor o Todo, surge a vida enquanto indivíduo. Nossa consciência experimentou então o separatismo, saindo deste grande útero para habitar os diversos mundos contidos no Universo.
Como num parto humano em que o bebê sente medo no momento em que é expulso daquele ambiente acolhedor, o mesmo ocorreu com cada consciência ao ser separada das “consciências irmãs” para que pudessem experimentar a individualidade e com o livre arbítrio vivenciar todas as possibilidades que levassem à compreensão da vida e seus mistérios, num processo de amadurecimento que conduziria ao caminho de volta, do encontro ao Todo novamente, mas desta vez entendendo nossas diversas faces e a responsabilidade que temos conosco e com o Cosmos.
Contudo, o medo causado pelo separatismo desenvolveu em cada consciência um guerreiro interno (ego) que trava batalhas internas e externas em função da ilusão de estar só e ter que vencer o mundo.
Somos consciências, seres energéticos multidimensionais que assumimos corpos materiais em algumas existências, mas sempre inseridos num campo eletromagnético que tudo permeia e com tudo comunica. O movimento individual de cada consciência impacta toda a rede energética nos evidenciando que o separatismo é uma ilusão.
Quando nosso guerreiro interno em suas batalhas (nos relacionamentos com outras consciências) nos traz sentimentos e atitudes de “não-luz”, acumulamos resíduos que nos prendem a uma experiência mais densa, onde a energia telúrica encontra espaço para envolver a consciência no encantamento pelo prazer, ramificando e proliferando gigantescas densidades ilusórias.
Está na hora de fortalecer a divindade que habita cada indivíduo e sacudir toda a poeira residual acoplada em nossa consciência multidimensional, num movimento de busca do equilíbrio do ser e da sanidade do planeta. Precisamos assumir a parte que nos cabe, liberando os seres que aprisionamos em nossas redes pela dificuldade do perdão, pela vaidade, pelo poder, pela falta de humildade e de lembrança de sermos todos um. Urge a necessidade de expandirmos a consciência para percebermos e transmutarmos as vulnerabilidades que nos prendem de forma negativa a esta rede. Seres de luz em várias mensagens canalizadas por pessoas diferentes nos pedem pressa na reforma íntima para que os resíduos nocivos de todo o planeta possam ser transmutados.Vamos sacudir a nossa poeira liberando as formas nocivas que aprisionamos e assumindo a divindade que nos habita? O todo espera por suas partes...
(Alessandra Melo)
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Sacudindo a poeira
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