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terça-feira, 23 de setembro de 2008


Wu – o vazio é a passagem que não se tem nada, tudo passa.
Não é que não haja nada, é que não há nada a reter.
Temos que ser apenas testemunha de que tudo passa.
No momento sabemos que temos que nos liberar.
O ser humano quer estar sempre retendo, deixar no coração.
Retemos o que amamos, mas deixar passar o que amamos dá a liberdade.
Somos prisioneiros de nosso próprio personagem.
Também temos a tendência de aprisionar o outro.
Só permanecemos em liberdade se possibilitamos, realmente, um encontro verdadeiro, uma mudança, uma passagem.
Amar realmente é o deixar passar a vida, é um movimento.
Primeiro você ama e retém, neste momento você para o movimento da vida, mas se ama deixando passar o movimento da vida, então você ama o outro e a você.
Na acupuntura liberamos as passagens.
O indivíduo está sempre bloqueado, tem esta tendência e, temos que liberar a passagem para que ele seja igual a uma flauta por onde o ar passa e surge a música.
“Proximidade com desapego, distância sem separação.”
Descole-se do seu personagem e permita-se a liberdade de ser junto com o outro.
Dr. Jean-Marc Eyssalet, médico, acupunturista, autor de várias obras sobre a Medicina Chinesa, professor e fundador do IDEES (Instituto de Desenvolvimento de Estudos em Energética e Sinologia), professor da Universidade de Sorbonne em Paris em cultura e filosofia chinesa, fluente no idioma chinês (moderno e arcaico), é mundialmente conhecido por sua atuação clínica, sua extensa obra publicada e seus seminários.
Nosso amigo querido e um dos seres raros que transitam por esse planeta.
Homenagem na Semana do seu aniversário, inaugurando o mês dos Librianos.

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